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O acordo entre Banco do Brasil e a seguradora espanhola Mapfre Seguros, anunciado em termos definitivos nesta quarta-feira, vai formar uma empresa de R$ 10 bilhões em ativos. A parceria, cujas discussões foram anunciadas em outubro do ano passado, cria a segunda maior seguradora do Brasil. Sem considerar os ramos de saúde, capitalização e previdência, a empresa seria a maior do mercado.
O negócio terá desembolso de R$ 295 milhões do BB e vai resultar em duas holdings, uma para as áreas de seguro de vida, prestamista (seguro de vida que, em caso de morte do titular, cobre o saldo devedor), agrícola, imobiliário e rural (em que a Mapfre terá 50,01% das ações ordinárias e a BB Seguros 49,99%) e outra para os seguros de ramos elementares, veículos e affinity (em que a Mapfre terá 51% das ações ON e a BB Seguros ficará com o resto).
Um dos grandes atrativos da nova parceria será aliar a venda de seguros nas mais de cinco mil agências do BB ao serviço dos cerca de 11 mil corretores da Mapfre, ampliando a atuação das companhias.
O banco também anunciou hoje que acertou com a SulAmérica a compra dos 30% restantes da Brasilveículos, por R$ 340 milhões. As duas operações fazem parte do plano de reestruturação da área de seguros da instituição financeira, que quer que o segmento responda por 24% de seu resultado recorrente --que exclui efeitos extraordinários-- até 2012. Hoje, o percentual é de 13%, sem considerar os acordos anunciados nesta quarta.
No ano passado, o faturamento do mercado de seguros no Brasil somou R$ 108 bilhões, dos quais cerca de 10% vieram do BB. Com os novos negócios, a participação do banco deve subir para 18% do total, de acordo com o vice-presidente de Cartões e Novos Negócios de Varejo, Paulo Rogério Caffarelli.
"O mercado de seguros tem um potencial muito grande de crescimento no país", afirmou, ressaltando a importância do segmento para o banco.
Desembolsos
As duas operações vão custar ao Banco do Brasil R$ 635 milhões, que devem ser desembolsados assim que elas forem aprovadas pelos órgãos de regulação do mercado, o que deve acontecer em um prazo de dois meses.
Os desembolsos serão compensados pelo aumento dos ativos do banco nas duas empresas, mas devem ter efeito, ainda que "mínimo", segundo Caffarelli, no lucro líquido da instituição.
O presidente do BB, Aldemir Bendine, afirmou que a Mapfre e o BB continuam trabalhando de forma independente nos próximos meses, enquanto um comitê vai cuidar do processo de integração tecnológica --que deve ser concluído em seis meses.
A nova companhia estará operando sob bandeira única em um prazo de 12 meses, de acordo com Bendine. As vendas conjuntas de seguros, porém, podem começar a partir da integração de plataformas.
De acordo com o presidente da Mapfre no Brasil, Antonio Cássio dos Santos, as marcas BB e Mapfre serão mantidas nas vendas. A bandeira Banco do Brasil será utilizada nas cerca de 5 mil agências da instituição e a marca espanhola na comercialização de seguros pelos 11 mil corretores da Mapfre.
Fonte: Folha Online |
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O presidente da CNSeg, João Elisio Ferraz de Campos, afirmou, por meio de nota, que “o mercado de seguros recebeu com perplexidade" a notícia de que o governo federal planejaria criar uma seguradora estatal para oferecer seguro garantia às grandes obras de infraestrutura que serão implantadas no País em virtude da Copa do Mundo de 2012 e das Olímpíadas de 2014. A notícia foi publicada na edição de quinta-feira do Valor Econômico.
Na sua avaliação, a fase do estatismo já passou no Brasil “e a sociedade, em sua maioria, não aceita mais a criação de empresas estatais como forma de solução para possíveis carências”.
Ao mesmo tempo, o presidente diz que não acredita que o governo tomaria "uma decisão dessa ordem sem ouvir o mercado, sem debater com os técnicos e as seguradoras que atuam nesse nicho para identificar a real situação”.
João Elisio reconhece que o seguro garantia é um ramo relativamente novo no Brasil, mas a evolução e a competência que as empresas e os seus profissionais têm demonstrado não apontam para essa necessidade:
"Nós não acreditamos que o Governo esteja estudando a questão sem o conhecimento da Susep, que é o órgão regulador e fiscalizador do setor e conhece melhor do que ninguém as nossas potencialidades e as nossas deficiências”
O comunicado da CNSeg afirma que “o mercado brasileiro de seguros tem se desenvolvido e aprimorado em bases sólidas e é claro que pode avançar ainda mais, se o Governo tomar medidas que estimulem a sua atuação, o que não passa, de jeito nenhum, pela criação de uma seguradora estatal de seguro garantia ou de qualquer outro ramo”.
“Seria um retrocesso depois dos vários anos de esforços que levaram à quebra do monopólio do resseguro no Brasil”, conclui João Elisio, por meio de nota. |
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A proximidade com grandes hospitais e estações do metrô é o principal atrativo para os ladrões de carros em São Paulo. É isso que mostra o mapa do roubo e do furto de veículos na capital paulista.
A pesquisa foi feita na base de dados do Infocrim, um sistema de dados criminais da polícia, cujo conteúdo é mantido em sigilo mesmo quando pode ajudar a prevenir crimes. Foi por meio desses dados que ficou possível determinar que em três regiões - sul, oeste e centro - as vias recordistas de furtos ficam perto de hospitais. São elas: a Loefgreen, na Vila Mariana (zona sul), a Maestro Cardim, no Paraíso (centro), e a Barão do Bananal, na Pompeia (zona oeste).
As Ruas Loefgreen e a Maestro Cardim são velhas conhecidas da polícia. Perto da primeira está o Hospital São Paulo e da segunda, o Beneficência Portuguesa. Nos anos 90, um delegado espalhou faixas pela Vila Mariana e usou um megafone para avisar a população que não se devia estacionar naquelas ruas. O risco continua igual. Em 2009, ocorreram 126 furtos nas duas ruas. Já a Barão do Bananal fica próxima do Hospital São Camilo, além de bares e restaurantes.
Mas a recordista de furtos em 2009 na capital é a Rua Alvinópolis, localizada entre as Estações Penha e Vila Matilde do Metrô. Hoje os furtos representam pouco mais de 50% do total de carros levados por ladrões.
Os roubos - quando o bandido usa ameaça ou arma contra a vítima - representam 45,3% do total de veículos na cidade. "Os carros mais antigos são furtados e os mais novos, roubados", afirmou Eduardo Dal Ri, diretor da HDI SEGUROS.
Segundo ele, dependendo da região da cidade a ação dos ladrões pode representar até 50% do custo do seguro de um veículo.
No caso dos roubos, a rua recordista na cidade é a Estrada do Alvarenga, na região de Santo Amaro. Na parte mais nobre da zona sul, a Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira lidera o ranking e na região central, a Rua Pedro Pomponazzi.
No entanto, algumas regiões sofreram redução no percentual de roubos em relação ao ano passado por conta de Operações Especiais realizadas pelas Delegacias destas regiões.
Houve redução nos bairros: Tatuapé (-51,8% de furtos), Jardins (-21% de roubos), Lapa (-6% de roubos), Pinheiros (-17% de roubos), Itaim Bibi (-42% de roubos) e Perdizes (-11% de roubos
O mapa do crime demonstra que os furtos ocorrem mais entre as terças e quintas-feiras e das 18 horas à meia-noite. Já os roubos se distribuem por quase toda a semana, com leve concentração nas quartas e quintas-feiras. A tarde a noite são os horários prediletos dos assaltantes.[7]
"Nós distribuímos nosso efetivo de acordo com a evolução da criminalidade. Hoje, um capitão que comanda uma companhia determina todo dia as ruas em que as viaturas do patrulhamento vão passar e onde elas devem ficar paradas", afirmou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo |
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O grupo MAPFRE apresentou lucro líquido de 926,8 milhões de euros em 2009, superior em 3% ao registrado no ano anterior. Ao apresentar os resultados nesta quarta-feira, o presidente da MAPFRE, José Manuel Martínez, disse que eles demonstram a fortaleza de seu negócio e permitem começar o novo exercício com uma sólida posição financeira.
O resultado positivo ajudou o grupo a incrementar seu patrimônio líquido em 24%, totalizando 1,37 bilhões de euros. O faturamento anual, de 18,83 bilhões de euros, é superior em 6,3% às do exercício anterior. Somente os prêmios de seguro e resseguro alcançaram os 15,60 bilhões de euros, crescimento de 9,1% na mesma base comparativa. Os prêmios de seguro foram incrementados em 9,1%, alcançando 15,6 bilhões.
O negócio internacional, que representa 51% dos prêmios totais do grupo, cresceu 22,8% alcançando os 8,35 bilhões de euros. Os prêmios da MAPFRE América superaram os 4,30 bilhões de euros, com aumento de 19,3%. Os destaques ficaram por conta da performance das sedes do Brasil, da Venezuela e Argentina. Além disso, ainda na América Latina, a MAPFRE garantiu ter fortalecido sua liderança em seguros e melhorado sua posição no segmento de "Vida".
Os prêmios da MAPFRE Internacional (Estados Unidos, Portugal, Turquia e Filipinas) alcançaram 1,64 bilhão de euros, com um incremento de 46,6%. O crescimento internacional do grupo também foi destaque no balanço do ano passado, época em que realizou parcerias com o Banco do Brasil, o Grupo Mundial (do Panamá) e o Finibanco Vida (de Portugal).
Ao longo de 2009, a MAPFRE realizou uma reorganização de seus negócios, estruturando-se em duas entidades especializadas: MAPFRE Empresas, orientada à cobertura de riscos e prestação de serviços no mercado espanhol; e MAPFRE Global Risks, integrada na Divisão de Seguro Direto Internacional do Grupo, que concorrerá mundialmente na cobertura dos programas internacionais de seguros de clientes multinacionais e de outros riscos considerados globais (Aviação, Energia e Marítimos), atuando em coordenação com as filiais de seguros do grupo nos países em que atua.
Sediada na Espanha, a MAPFRE está presente em 43 países e conta com mais de 67 mil corretores em todo o mundo. O grupo, com uma das maiores redes de sucursais na Espanha e América Latina, tem 5.806 escritórios próprios em todo o mundo (3.278 escritórios na Espanha e 2.528 no exterior). Além disso, mantém 1.201 acordos de distribuição que complementam a sua capacidade comercial.
Ranking do Mercado Segurador
A Mapfre Seguros é a 5ª maior seguradora do mercado em relação aos valores atingidos em 2009, segundo estudo do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores do estado de São Paulo), alcançando um crescimento de 3% no ano passado. |
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